Mounjaro Grátis nos SUS? Governo do DF estuda oferecer gratuitamente medicamento para emagrecimento no SUS

Mounjaro Grátis nos SUS? Governo do DF estuda oferecer gratuitamente medicamento para emagrecimento no SUS

O Governo do Distrito Federal (GDF) está avaliando a possibilidade de disponibilizar gratuitamente um medicamento injetável para emagrecimento na rede pública de saúde.

A proposta gira em torno da inclusão da tirzepatida, princípio ativo do remédio Mounjaro, no protocolo de tratamento contra a obesidade.

A medida reacende o debate sobre o uso de “canetas emagrecedoras” no Sistema Único de Saúde (SUS), considerando o custo elevado e o fato de ainda não fazerem parte da lista nacional de medicamentos fornecidos pelo sistema.

A governadora em exercício do DF, Celina Leão (PP), afirmou que o tratamento seria destinado a pessoas com obesidade mórbida.

A proposta, segundo ela, faz parte de uma política pública de saúde voltada a ampliar o acesso a tratamentos modernos para quem não pode pagar pelo medicamento. Além disso, o governo espera reduzir a necessidade de cirurgias e outros problemas de saúde causados pelo excesso de peso.

Atualmente, o Distrito Federal tem cerca de 3 milhões de habitantes, segundo o IBGE. A tirzepatida foi aprovada pela Anvisa em junho de 2025 para o tratamento da obesidade.

O Mounjaro, que utiliza essa substância, é vendido em caixas com quatro doses mensais, e os preços variam entre R$ 1.900 e R$ 2.400, dependendo da dosagem e do local de venda.

Apesar da iniciativa local, o Ministério da Saúde já alertou para os altos custos envolvidos na incorporação desse tipo de medicamento ao SUS. Em 2025, a Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) rejeitou o uso de outros fármacos similares, como a semaglutida (Ozempic) e a liraglutida (Saxenda), citando um impacto financeiro que poderia ultrapassar R$ 8 bilhões por ano — valor quase duas vezes maior que o orçamento do programa Farmácia Popular.

Hoje, o tratamento da obesidade no SUS começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com apoio de nutricionistas, psicólogos e outras equipes de saúde.

Pacientes que necessitam de acompanhamento mais intensivo podem ser encaminhados para atendimentos especializados, incluindo cirurgia bariátrica.

Embora o Ministério da Saúde estabeleça uma lista nacional de medicamentos fornecidos pelo SUS, Estados e municípios têm autonomia para criar listas complementares, desde que se responsabilizem pela compra dos remédios.

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